
Lua, Mãe Lua, Alta lá no céu.
Conta teus segredos
Tira o teu véu
Lua, Mãe Lua, Prata Radiante,
Sussurra para mim
Venha neste instante.

Noite escura e Lua clara
Atendam à runa das bruxas
Leste e Sul, Oeste e Norte
Ouçam! Venham! Eu vos Chamo!
Por todos os poderes da terra e do mar
Sejam obedientes a mim
Bastão e Pentáculo e Espada
Atendam às minhas palavras
Cordas e incenso, Açoite e faca
Despertem todos para a vida
Poderes da lâmina dos bruxos
Atendam ao chamado realizado
Rainha do paraíso, Rainha do inferno
Enviem o seu auxilio ao feitiço
Caçador Cornudo da noite
Realizem o meu desejo pela força do ritual mágico
Por todos os poderes da terra e do mar
Enquanto assim digo, “que assim seja”.
Por todo o poder a lua e do sol
Que o meu desejo assim seja realizado.

Ouça agora a palavra das bruxas
Os segredos que escondemos na noite
Quando a escuridão era o caminho do nosso destino
Que agora nós trazemos à luz
Misteriosos água e fogo
A terra e o ar que circunda a tudo
Pela quintessência oculta nós os conhecemos
E desejamos, mantemos o silêncio e ousamos
O nascimento e o renascimento de toda a natureza
A passagem do inverno e da primavera
Compartilhamos com a vida universal
Regozijando-se no anel mágico
Por quatro vezes ao ano o Grande Sabbat
Retorna e os bruxos são vistos
Nos Lammas e nos Candlemas dançando
No dia de maio e no antigo Halloween
Quando se igualam o dia e a noite
Quando o sol se encontra em seu ápice e seu ponto mais baixo
Encontram-se para os Sabbats menores
E mais uma vez os bruxos celebram em festa
Treze Luas de prata no ano
Assim como treze são os membros dos Covens
Treze vezes no Esbat com alegria
Para cada ano mais um dia
O poder foi passado através das eras
A cada vez entre a mulher e o homem
De um século a outro
Desde o começo dos tempos e das eras
Quando o círculo mágico é formado
Pela espada, athame ou poder
Seu centro reside entre os dois mundos
Na terra das sombras daquele momento
Este mundo não tem deste modo, o direito de conhecê-lo
E o mundo do além também nada dirá
E os mais antigos deuses são aqui invocados
E o grande trabalho de magia é realizado
Pois dois são os pilares místicos
Que ficam as portas dos templos
Assim como dois são os poderes da natureza
As formas e as forças divinas
A escuridão e a luz em sucessão
Os opostos um no outro
Apresentados como Deus e Deusa
Disto falavam os nossos ancestrais
Á noite ele é o cavaleiro do vento indomável
O chifrudo, o senhor das sombras
Durante o dia ele é o rei das florestas
O habitante das florestas verdejantes
Ela é jovem ou idosa, como lhe agradar
Ela navega por entre as nuvens em sua barca
A dama do brilho prateado da meia-noite
A anciã que tece encantamentos na escuridão
Senhor e Senhora da magia
Que habitam nas profundezas da mente
Imortais e sempre renovadas
Com o poder de libertar ou de prender
Então beba do vinho dos antigos deuses
E dance e ame em sua honra
Até que sejamos recebidos nas belas terras de Elphame
Em paz no final de nossos dias
E faça o que quiser, este será o desafio
Assim como no amor que a ninguém possa prejudicar
Pois esse é o único mandamento
Seguimos a fio, para que a magia dos antigos possa se manifestar
Oito palavras a doutrina das bruxas respeita:
Sem nenhum mal causar, faça o que você desejar!
Doreen Valiente - 1978

Invoco toda a magia de Avalon,
Templo e morada dos Deuses celtas
Linha tênue que separa esse momento
Pela Deusa as criaturas se fazem presentes
Buscam o equilíbrio e resgatam a sagrada unidade
Que vai muito além do éter dessa névoa de prata
Gnomidas revolvem a terra para as boas novas
Silfos espalham gotículas e renovam o ar de alegria
Salamandras expurgam os tolos do caminho
E as ninfas revelam segredos do transe ascendente
Muitos falam, alguns percebem e poucos entendem
As palavras soltas ao vento, adentram os corações
Despertam emoções adormecidas, jamais esquecidas
Logo a semente estará em seu ventre
Germinando uma era de esperanças renovadas
Apenas por uma questão de tempo desse universo
Paralelo sagrado, programado nas ondas quânticas
Através da figura singela de uma Deusa criança
Corre tempo, busque terra, voe folha
Queime nas fogueiras sagradas e renasça
Através das águas cristalinas da fonte sagrada
Avalon, a terra dos campos verdes e do céu azul...
Estás além das brumas do tempo e da ilusão!
Rowena Arnehoy Seneween ®

Todos vocês, reunidos em meu templo,
Mãe oculta e divina
Meu é o açoite e meu é o beijo
Chamo-os aqui neste símbolo,
Todos os que diante de mim se reúnem
Curvem-se diante do meu espírito radiante
Afrodite, Arianroad
Amantes do Deus Cornudo
Poderosa rainha da bruxaria e da noite
Morgan, Etione, Nissine,
Diana, Brigit, Melusine
Sou eu, há muito nomeada pelos homens
Artemis, Cerridwen
Senhora negra do inferno, rainha do céu
Você que a mim pede uma runa,
Ou pedirá um benefício
Encontre-me em alguma clareira secreta;
Dance o meu círculo sob a sombra dos bosques
Sob a luz da lua cheia
em algum lugar silvestre e solitário
Dance em volta do meu altar de pedras
Desvende o meu mistério sagrado
Você que é sensível à magia
Eu lhes trago os segredos ainda desconhecidos
Não conhecerás mais a escravidão
Aquele que a mim dedicar seu culto sincero
Vocês que tecem o meu Círculo na noite de Sabbat
Venham nús ao ritual
Como um sinal de perfeita liberdade
Eu lhes ensino o mistério do renascimento
Desvendem meus mistérios com alegria
Coração unido à coração, lado a lado
Cinco são os pontos da companhia
Que lhes trazem o êxtase sobre a Terra
Pois eu sou o círculo do renascimento
Não peço nenhum sacrifício, mas peço, mas peço que não se curvem a nenhuma outra lei que conhecemos
a não ser que seja a do amor
Por nada a não ser o amor devo ser conhecida
Todas as coisas vivas são minhas
Elas vêm a mim, e a mim devem voltar
Eu a invoco e a chamo, Poderosa Mãe de todos nós
Doadora da frutificação pela semente e pela raiz
Eu a invoco pelo caule e pelo botão
Eu a invoco pela vida e pelo amor
E clamo para que desça ao corpo
Desta tua Sacerdotisa e Serva
Ouça pelos seus ouvidos e fale pela sua língua
Toque com suas mãos e beije por seus lábios
Para que os seus servos possam ficar satisfeitos.