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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Lua Mãe Lua


Lua, Mãe Lua, Alta lá no céu.
Conta teus segredos
Tira o teu véu

Lua, Mãe Lua, Prata Radiante,
Sussurra para mim
Venha neste instante.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O canto dos Bruxos


Noite escura e Lua clara

Atendam à runa das bruxas

Leste e Sul, Oeste e Norte

Ouçam! Venham! Eu vos Chamo!

Por todos os poderes da terra e do mar

Sejam obedientes a mim

Bastão e Pentáculo e Espada

Atendam às minhas palavras

Cordas e incenso, Açoite e faca

Despertem todos para a vida

Poderes da lâmina dos bruxos

Atendam ao chamado realizado

Rainha do paraíso, Rainha do inferno

Enviem o seu auxilio ao feitiço

Caçador Cornudo da noite

Realizem o meu desejo pela força do ritual mágico

Por todos os poderes da terra e do mar

Enquanto assim digo, “que assim seja”.

Por todo o poder a lua e do sol

Que o meu desejo assim seja realizado.

A doutrina das Bruxas


Ouça agora a palavra das bruxas

Os segredos que escondemos na noite

Quando a escuridão era o caminho do nosso destino

Que agora nós trazemos à luz

Misteriosos água e fogo

A terra e o ar que circunda a tudo

Pela quintessência oculta nós os conhecemos

E desejamos, mantemos o silêncio e ousamos

O nascimento e o renascimento de toda a natureza

A passagem do inverno e da primavera

Compartilhamos com a vida universal

Regozijando-se no anel mágico

Por quatro vezes ao ano o Grande Sabbat

Retorna e os bruxos são vistos

Nos Lammas e nos Candlemas dançando

No dia de maio e no antigo Halloween

Quando se igualam o dia e a noite

Quando o sol se encontra em seu ápice e seu ponto mais baixo

Encontram-se para os Sabbats menores

E mais uma vez os bruxos celebram em festa

Treze Luas de prata no ano

Assim como treze são os membros dos Covens

Treze vezes no Esbat com alegria

Para cada ano mais um dia

O poder foi passado através das eras

A cada vez entre a mulher e o homem

De um século a outro

Desde o começo dos tempos e das eras

Quando o círculo mágico é formado

Pela espada, athame ou poder

Seu centro reside entre os dois mundos

Na terra das sombras daquele momento

Este mundo não tem deste modo, o direito de conhecê-lo

E o mundo do além também nada dirá

E os mais antigos deuses são aqui invocados

E o grande trabalho de magia é realizado

Pois dois são os pilares místicos

Que ficam as portas dos templos

Assim como dois são os poderes da natureza

As formas e as forças divinas

A escuridão e a luz em sucessão

Os opostos um no outro

Apresentados como Deus e Deusa

Disto falavam os nossos ancestrais

Á noite ele é o cavaleiro do vento indomável

O chifrudo, o senhor das sombras

Durante o dia ele é o rei das florestas

O habitante das florestas verdejantes

Ela é jovem ou idosa, como lhe agradar

Ela navega por entre as nuvens em sua barca

A dama do brilho prateado da meia-noite

A anciã que tece encantamentos na escuridão

Senhor e Senhora da magia

Que habitam nas profundezas da mente

Imortais e sempre renovadas

Com o poder de libertar ou de prender

Então beba do vinho dos antigos deuses

E dance e ame em sua honra

Até que sejamos recebidos nas belas terras de Elphame

Em paz no final de nossos dias

E faça o que quiser, este será o desafio

Assim como no amor que a ninguém possa prejudicar

Pois esse é o único mandamento

Seguimos a fio, para que a magia dos antigos possa se manifestar

Oito palavras a doutrina das bruxas respeita:

Sem nenhum mal causar, faça o que você desejar!

Doreen Valiente - 1978

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008


Templo de Avalon

Invoco toda a magia de Avalon,
Templo e morada dos Deuses celtas
Linha tênue que separa esse momento
Pela Deusa as criaturas se fazem presentes
Buscam o equilíbrio e resgatam a sagrada unidade
Que vai muito além do éter dessa névoa de prata
Gnomidas revolvem a terra para as boas novas
Silfos espalham gotículas e renovam o ar de alegria
Salamandras expurgam os tolos do caminho
E as ninfas revelam segredos do transe ascendente
Muitos falam, alguns percebem e poucos entendem
As palavras soltas ao vento, adentram os corações
Despertam emoções adormecidas, jamais esquecidas
Logo a semente estará em seu ventre
Germinando uma era de esperanças renovadas
Apenas por uma questão de tempo desse universo
Paralelo sagrado, programado nas ondas quânticas
Através da figura singela de uma Deusa criança
Corre tempo, busque terra, voe folha
Queime nas fogueiras sagradas e renasça
Através das águas cristalinas da fonte sagrada
Avalon, a terra dos campos verdes e do céu azul...
Estás além das brumas do tempo e da ilusão!

Rowena Arnehoy Seneween ®

domingo, 17 de fevereiro de 2008


"Pelo sangue de nossas irmãs
Floresça, óh dom pagão
Possua nosso corpo, alma e coração..."


Todos vocês, reunidos em meu templo,

Mãe oculta e divina

Meu é o açoite e meu é o beijo

Chamo-os aqui neste símbolo,

Todos os que diante de mim se reúnem

Curvem-se diante do meu espírito radiante

Afrodite, Arianroad

Amantes do Deus Cornudo

Poderosa rainha da bruxaria e da noite

Morgan, Etione, Nissine,

Diana, Brigit, Melusine

Sou eu, há muito nomeada pelos homens

Artemis, Cerridwen

Senhora negra do inferno, rainha do céu

Você que a mim pede uma runa,

Ou pedirá um benefício

Encontre-me em alguma clareira secreta;

Dance o meu círculo sob a sombra dos bosques

Sob a luz da lua cheia

em algum lugar silvestre e solitário

Dance em volta do meu altar de pedras

Desvende o meu mistério sagrado

Você que é sensível à magia

Eu lhes trago os segredos ainda desconhecidos

Não conhecerás mais a escravidão

Aquele que a mim dedicar seu culto sincero

Vocês que tecem o meu Círculo na noite de Sabbat

Venham nús ao ritual

Como um sinal de perfeita liberdade

Eu lhes ensino o mistério do renascimento

Desvendem meus mistérios com alegria

Coração unido à coração, lado a lado

Cinco são os pontos da companhia

Que lhes trazem o êxtase sobre a Terra

Pois eu sou o círculo do renascimento

Não peço nenhum sacrifício, mas peço, mas peço que não se curvem a nenhuma outra lei que conhecemos

a não ser que seja a do amor

Por nada a não ser o amor devo ser conhecida

Todas as coisas vivas são minhas

Elas vêm a mim, e a mim devem voltar

Eu a invoco e a chamo, Poderosa Mãe de todos nós

Doadora da frutificação pela semente e pela raiz

Eu a invoco pelo caule e pelo botão

Eu a invoco pela vida e pelo amor

E clamo para que desça ao corpo

Desta tua Sacerdotisa e Serva

Ouça pelos seus ouvidos e fale pela sua língua

Toque com suas mãos e beije por seus lábios

Para que os seus servos possam ficar satisfeitos.